Outubro Rosa

Foi na década de 1990 que o movimento Outubro Rosa ganhou força no mundo todo, com o objetivo de estimular a participação da população no controle do câncer de mama. Por se tratar de uma causa nobre, tornou-se comum que muitas marcas, instituições e empresas pintem suas fachadas e canais digitais com a cor rosa, além de promover ações como forma de apoiar a prevenção.

Todas essas iniciativas são muito importantes e ajudam a disseminar a campanha. No entanto, adotar uma cor não significa dialogar honestamente com a sua audiência. Não pense, inclusive, que apenas as mulheres com mais de 40 anos devem receber essa informação. A educação é a melhor forma de sistematizar e tornar o exame das mamas um hábito e um compromisso social.

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Dessa forma, nada melhor que do que começar com a base, ensinando para crianças e jovens a importância de cuidar da própria saúde. Além disso, é uma oportunidade para que as pessoas conheçam melhor o próprio corpo e sigam incentivando a reverberação do assunto por todos os núcleos e grupos.

Com essa análise, já é possível gerar inúmeras boas histórias. Desenhos e ilustrações podem fazer ótimas analogias. Meninas que descobrem como fazer o exame e entendem as transformações da vida adulta, com certeza, reverberam com naturalidade o assunto. Falar abertamente pode ajudar a quebrar tabus, reduz o constrangimento que algumas mulheres podem sentir durante o exame e proporciona aos homens, também, a participação no cuidado e prevenção.

Por falar neles, o Outubro Rosa não pode se limitar apenas à cor que socialmente corresponde às mulheres. Abrir o diálogo com o universo masculino também estimula que eles realizem exames periódicos e preventivos. Outro assunto delicado, mas muito importante de ser discutido, é o apoio que mulheres vítimas de câncer precisam receber durante o tratamento. Mostre para aos parceiros e familiares como é o tratamento, quais as consequências e como eles podem ser fundamentais na recuperação das pacientes.

As histórias de motivação, por sua vez, não podem faltar, é claro. De acordo com dados do Instituto Nacional Americano do Câncer, para mulheres em estágio 0 ou 1, as chances de cura chegam perto dos 100%. Em estágio 2, a porcentagem se aproxima de 93%. Ou seja: a prevenção salva vidas e as mulheres que conseguem descobrir a doença precocemente tem altas chances de se curar – e muitas já se curaram. Conte como elas recomeçaram, dê perspectivas de esperança, desconstrua conceitos equivocados. Dê esperança para quem está passando por isso e mostre que ela não está sozinha na luta.

Pelo mundo, o movimento se chama “Breast Cancer Awareness Month” ou “Pink October” e arrasta uma legião de ações e campanhas em torno do tema. No Reino Unido, em 2012, a atriz escocesa Elaine C. Smith gravou um comercial para a TV com uma mensagem direta e sem rodeios. Sem usar blusa, ela tapou os próprios seios com fotos dos seios de outras mulheres. O objetivo foi começar um movimento para quebrar o tabu em torno dos seios e incentivar o autoexame.

A simplicidade da campanha motivou que uma fundação de câncer de mama da Nova Zelândia fizesse o mesmo. O problema, no entanto, é que mostrar os seios antes das 20h30 na TV não é permitido no país. Por isso, mulheres usaram elementos nada sexuais, mas que fazem alusão às mamas, para cobrir a região e seguir o estilo da campanha britânica.

Na Inglaterra, outra ação escancara, justamente, as consequências do tratamento. O objetivo da instituição que promoveu foi manifestar apoio às vítimas da doença, contando histórias reais de quem teve que retirar um seio. É emocionante.

Os floreios são dispensáveis para que uma comunicação efetiva faça sentido para a sua audiência, mostrando que sua preocupação vai além de pintar o mundo de cor de rosa.

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