Dia dos Namorados: Como conquistar o coração da audiência

O que William Shakespeare, Jane Austen e Machado de Assis têm em comum? Foram capazes de eternizar histórias de amor para além do tempo. Romeu e Julieta, Darcy e Elizabeth, Bentinho e Capitu são exemplos de casais que transcorreram décadas no imaginário das pessoas como referências de amor. Esse sentimento é capaz de encantar, inspirar e engajar a audiência em narrativas de tirar o fôlego.

Se estamos falando de Dia dos Namorados, o prato cheio de possibilidades para o storytelling da sua marca está servido para os apaixonados mais famintos. É claro que a motivação mercadológica da data é vender presentes, mas não pense que anunciar ofertas seja a melhor forma de fisgar o bolso dos casais. A emoção precisa vencer a razão na tomada de decisão e nada melhor do que inspirar o amor para que isso aconteça.

Na ficção, tome cuidado para não cair no cliché do casal eternamente apaixonado que não encontra obstáculos para o amor pleno. A história só cativa se tiver conflito. Um amor impossível, conflitos de relacionamento, uma barra que o casal teve que enfrentar, ou mesmo um cabelo no ralo tornam a história mais verossímil. Personagens imperfeitos trazem identificação com a audiência. Um exemplo: quem não se apaixonou pelo casal Rui e Vani na série “Os Normais”?

As histórias reais, por sua vez, oferecem uma possibilidade de reconhecimento de quem está do outro lado, mostrando que a vida pode superar as expectativas até dos storytellers mais criativos. A verdade garante à sua audiência que o amor pode dar certo, mesmo diante de muitas dificuldades.  É com pessoas reais, também, que você tem a chance de circular por ambientes ainda não explorados, percorrer públicos diferenciados e levantar algumas bandeiras, caso isso seja realmente autêntico para você.

A pluralidade das relações tem sido exaltada em muitas campanhas e conquistado o gosto do público, com casais homossexuais, de diferentes raças, religiões e idade, por exemplo.  Em 2015, o mundo parou para assistir uma história criada especialmente para o Dia dos Namorados, assinada pela R/GA para a Ad Council. “Love has no labels” (“Amor não tem rótulos”, em tradução livre) instalou um raio-x gigante em uma praça de Santa Mônica, nos Estados Unidos, com casais se beijando e abraçando em tempo real. O público via apenas esqueletos, sem saber quem estava protagonizando a cena. Quando apareciam, a surpresa era geral: pessoas do mesmo sexo, diferentes religiões, mais jovens, mais velhas, famílias fora dos padrões.

A tecnologia tem aproximado muitos casais, principalmente com a chegada dos bate-papos online e os aplicativos de paquera. Essas histórias sempre geram situações inusitadas e refletem um novo comportamento em conhecer pessoas. O inverso também é rico em detalhes. Histórias que resgatam os encontros tradicionais, o olho no olho e o contato físico ao vivo podem inspirar sua audiência a sentir mais e digitar menos.

Relacionamentos são lindos, mas podem também ser abusivos. Discutir o tema e alertar para relações violentas tanto física quanto psicologicamente são ações que têm espaço em uma data que reflete, justamente, o que faz as pessoas estarem unidas e apaixonadas.

Reflita: se uma grande parcela da população gosta do Dia dos Namorados para celebrar o amor, outra parcela é solteira e não se encaixa nesse contexto. Que tal se apegar aos corações solitários? É uma boa oportunidade para nadar contra a maré falar sobre amor próprio, sobre a liberdade, escolhas, momentos em que as pessoas têm a oportunidade de apaixonarem-se por si mesmas

Falar com casais ou com os solteiros é uma escolha estratégica sua. O importante é mostrar que, no Dia dos Namorados, a sua marca pode ser a melhor companhia.

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