Dia das Mães: como construir um bom storytelling

O Dia das Mães é considerado o motor de vendas do primeiro semestre para o varejo. Isso significa que se você ainda não começou a pensar em uma campanha para a data, chegou a hora de estabelecer essa conexão afetiva com a sua audiência.

como fazer isso?

O primeiro passo é identificar qual a relação da sua persona com a maternidade. Que as mulheres são as únicas responsáveis pelo nascimento biológico de pessoas, isso já sabemos. Mas as conexões emocionais de cada um com a figura materna são, indiscutivelmente, manifestadas de formas diferentes. Por isso, uma pesquisa aprofundada e analítica pode te colocar em contato com esses dados.

O estereótipo criado pela publicidade para a maternidade vende uma mãe forte, resistente e bonita, amando seus bebês de forma incondicional. Isso acontece, é claro, mas existem muitos movimentos encabeçados por líderes femininas para desmistificar o conto de fadas criado sobre o tema. Muitos grupos no Facebook, por exemplo, levantam discussões interessantes sobre a “desromantização” da maternidade.

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Mostrar os desafios não está só nas ações práticas, mas nos conflitos emocionais. Alguns temas são corriqueiros e já explorados, como é o caso da relação da mulher com a sua carreira depois da maternidade. Entretanto, encontre personagens que fogem do comum, com histórias surpreendentes, mas que inspirem quem está passando por isso. A divisão de tarefas na família, que responsabiliza a mãe pelos cuidados com as crianças, quando deveria ser partilhada com o pai de forma igual, está no auge das discussões. É nesse momento que você pode falar com os homens e gerar um impacto positivo nas relações conjugais.

Mudanças no corpo, consequências psicológicas, como a depressão pós-parto, ou ainda as dificuldades em amamentar, envolvem dores que se bem usadas pelo storytelling trazem narrativas de superação. Outras mulheres não podem ter filhos e passam por tratamentos médicos ou escolhem a adoção. Histórias de lutas com esses temas identificam muitas famílias e oferecem personagens com trajetórias surpreendentes.  

Considere também que o amor materno pode variar em cada clã. Algumas pessoas não são criadas pela mãe biológica, por isso não se prenda ao modelo da família tradicional brasileira, considerando avós, tias, irmãs, etc, como mães também. Atente-se para os movimentos de empoderamento feminino, tão discutidos atualmente. Represente a diversidade do Brasil, apoie causas que você realmente acredita e cuidado com a linguagem e com os termos que escolher, pois não há mais espaço para roteiros com ruídos.

Veja o exemplo do nosso filme “Conhecendo Murilo”:


A presença de crianças na publicidade precisa de 30 dias de antecedência para a liberação de um alvará. Em Curitiba, por exemplo, esse prazo é de cinco dias e varia em outras cidades. Caso não haja tempo suficiente, pense em alternativas que não tenham os pequenos.

Pensando mercadologicamente, sempre queremos fazer filmes em homenagem às mães, mas é preciso tocar a todos, afinal, quem compra os presentes são os filhos (homens e mulheres), maridos, companheiras, genros e noras, netos ou qualquer que seja a relação com a mãe em questão. Já pensou na quantidade de histórias que essas conexões (e tantas outras) oferecem?

Fuja das fórmulas tradicionais e não invista em conteúdo massificado. Um storytelling bem construído dará para a sua audiência uma história relevante. Lembre-se que, ao produzir um vídeo, ele vai representar a sua marca e se tornará um bom portfólio para seus canais proprietários.

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Em 2015, a La Casa de La Madre, em parceria com a agência Mood, criou uma campanha de Dia das Mães para Huggies quase que nos últimos minutos do segundo tempo. No filme (esse que você viu aqui no meio do post), mães com deficiência visual puderam tocar o rosto de seus filhos a partir da impressão do ultrassom em 3D. Em parceria com o time PR e com uma estratégia de mídia consolidada, foi possível viralizar a ação e virar notícia nas maiores publicações do mundo, chegando a ser pauta na CBS, TIME Magazine, Huffington Post e People.

Imagens: Paula Roselini

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