5 dicas para criar histórias relevantes na Copa do Mundo

A Copa do Mundo 2018 começa oficialmente no dia 14 de junho, mas já está no topo dos assuntos favoritos dos brasileiros nas redes sociais. Para os patrocinadores oficiais, este é o momento de brilhar nas produções. Para as marcas que vão apenas torcer do lado de fora, é hora de pensar em como se beneficiar do evento contando histórias relevantes (sem arrumar encrenca com a Fifa).

É assim que o storytelling pode te propor uma jogada perfeita com um tema tão relevante para o brasileiro. O futebol em si gera cenas e contextos óbvios, mas tente olhar mais a fundo para os significados intrínsecos à competição e você encontrará muitas oportunidades de histórias.

Compartilhamos aqui algumas dicas para que você comece hoje a pensar em como sua marca pode aproveitar a Copa do Mundo 2018 fora dos gramados:

1)    Fuja dos temas óbvios

Histórias que envolvem personalidades em evidência, como Neymar e Tite, já são conhecidas por muitas pessoas e provavelmente serão usadas pelos patrocinadores oficiais. Se você é um deles, explore ao máximo os nomes que estão em evidência.

Mas se esse não for o seu caso, que tal novas perspectivas que envolvam o tema futebol? O esporte é capaz de ativar inúmeros benefícios para quem o pratica. O sonho de um menino ou uma menina em jogar futebol, os desafios para treinar e conciliar isso com a escola, o papel dos pais para ajudar os filhos a atingir um objetivo, não só geram imagens lindas, diálogos emocionantes, como podem conectar a sua marca com milhares de espectadores que, se não possuem o mesmo sonho, se solidarizam com aqueles que o tem.

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer: “cada dia um 7×1 diferente”? Parece que a fatídica derrota do Brasil para a Alemanha durante a Copa 2014 traumatizou ao ponto de ter virado expressão popular para os momentos de fracasso. Esse tema pode conduzir boas histórias também. Afinal, quem nunca se arriscou, errou, se reergueu e venceu, mesmo depois de quatro anos? A vida é assim e sua audiência também. Por isso, explore os temas de superação.

2)    Diversifique as histórias

A superação é um direcionamento interessante para uma narrativa. Se existe o esforço de uma menina para se tornar jogadora de futebol, mas a grana é curta para treinar, falta apoio para o futebol feminino e ela enfrenta resistência por gostar de um esporte popular entre os homens, o envolvimento com a audiência pode ser certeiro.

Pessoas desafiadas pelo pessimismo de outras também geram bons enredos. Você se lembra da participação da judoca Rafaela Silva durante os Jogos Olímpicos 2016? Ela é um dos bons exemplos de storytelling. Na Olimpíada de Londres 2012, a tentativa de um golpe irregular a eliminou dos jogos e quase acabou com a sua carreira. Depois de sofrer muitos comentários racistas e críticas que abalaram sua autoestima, ela se reergueu e, quatro anos depois, conquistou a medalha de Ouro, fazendo o Brasil todo vibrar e se emocionar. A perfeita jornada do herói.

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3)    Seu personagem pode estar dentro da sua empresa

Olhe ao redor e envolva seus colaboradores nas histórias que você deseja contar. Já pensou naquele colaborador antigo, que já trabalhava com você quando o Brasil foi campeão em 1994? Pode haver uma colaboradora que teve bebê depois de 2002 e ainda não celebrou um título ao lado do filho. Ou ainda aquela funcionária que é fã do campeonato e coleciona itens temáticos.

E por falar em empresa, fique atento para que a sua mensagem não seja diferente do que realmente acontece internamente. Afinal, de nada adianta você estimular que sua audiência desfrute da Copa do Mundo se os colaboradores não terão como assistir aos jogos do Brasil porque estarão trabalhando. Alinhe os discursos para que, em tempos de redes sociais, sua campanha não se torne um “7×1”. 

4)    A regra é clara

A Fifa tem um Programa de Proteção às Marcas (PPM) com regras sobre o uso de suas marcas. Por isso, palavras, símbolos, títulos e outros elementos relativos à Copa do Mundo da Fifa são registrados em diversos órgãos de propriedade intelectual. O PPM determina que apenas os patrocinadores possam usar termos como Fifa, Fifa World Cup, Copa do Mundo, Copa 2018 e Rússia 2018, por exemplo. Fique atento para não ter problemas depois. Aqui você tem acesso às diretrizes para o uso das marcas oficiais da Fifa para esta edição.

5)    Qual o envolvimento sua audiência com a Copa do Mundo?

De nada adianta budgets gordos para campanhas magníficas se você ainda não entendeu qual a relação da sua audiência com a Copa do Mundo. As pessoas podem usar as lições de um campeonato mundial de diversas maneiras e, por isso, observe o quanto o seu público está conectado com cada tema.

Algumas mães podem não estar tão interessadas na força tática do time de Tite, mas podem estar conectadas ao quanto a prática de um esporte pode fazer seus filhos serem mais focados na escola. Determinadas meninas podem não se identificar tanto com os jogos em si por só haver homens em campo, mas sim com os encontros que fazem com as amigas para aquela “pelada” semanal.

Invista em pesquisas e conversas dentro dos seus próprios canais para identificar qual a real intenção e objetivo em acompanhar a Copa. Não fique de fora do tema, mas seja preciso. Afinal, “audience is king, content is slave”.

Se você está passando pelo desafio de criar conteúdo de marca relevante e original para esta Copa do Mundo, você pode compartilhar sua experiência aqui nos comentários ou nos contratar para te ajudar a fazer um filme inesquecível 😉
Imagem de capa: Christopher Pillitz

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