Como criar campanhas para o Dia das Crianças

Assunto delicado e alvo de muitas discussões, a publicidade infantil precisa ser amplamente analisada e repensada para que seus efeitos sejam mais conscientes e menos impositivos. Nos últimos anos, a publicidade infantil recebeu uma série de restrições. Levando em conta a esfera legal, muitas normas estão presentes na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente, no Código de Defesa do Consumidor, na resolução no 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), assim como no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). Para o Dia das Crianças, portanto, consulte esses órgãos antes de criar qualquer campanha com crianças ou destinada a elas.  

Vamos falar um pouco sobre a resolução no 163 do CONANDA. Recentemente, ficou proibida publicidade abusiva e comunicação mercadológica dirigida a crianças (até 12 anos, conforme Art. 2o do ECA), com uso de linguagem infantil, de pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil, de personagens ou apresentadores infantis, dentre outras. Portanto: qualquer propaganda que tente persuadi-la ao consumo de qualquer produto ou serviço é considerada abusiva.

Diante disso, o público adulto deve ser o seu alvo se a opção da estratégia de marketing for a publicidade tradicional. Cabe aos pais, principalmente, o poder de decisão de consumo das crianças e também ser o mediador da mensagem comercial aos pequenos.

No entanto, sua marca pode ser um agente educador e auxiliar as crianças em diversas questões que fujam da já óbvia venda direta de produtos. Estamos presenciando uma transformação social e as marcas podem ser agentes dessa mudança, especialmente no trato com os pequenos, que serão os protagonistas dessa nova sociedade que estamos buscando. Educação somada a storytelling é a fórmula perfeita para ser “consumida” pelas crianças.

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Um exemplo: existe um forte movimento de alimentação saudável para crianças. Algumas vertentes envolvem a negação ao consumo de doces até os três anos e o banimento dos refrigerantes, assim como de alimentos com sódio e industrializados. Apenas com esses exemplos já conseguimos enquadrar diversas marcas que vendem esses alimentos, justamente, para crianças. Nesse contexto, é possível que a estratégia venha a contar histórias lúdicas que discutam os hábitos saudáveis, o consumo dosado de alimentos com esses ingredientes e as consequências do consumo em excesso. Tarefa fácil? De forma alguma. Mas é um movimento inevitável. A rede de fast food Chipotle tem feito conteúdo voltado a crianças para falar de alimentação saudável, nos EUA. Após um bem-sucedido game de celular, no ano passado ela lançou uma série infantil de TV chamada RAD Lands, que fala sobre a origem dos alimentos, usando animação misturada a atores em cenários lúdicos.

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Se você não tem uma marca de alimentos, analise qual mensagem educativa a sua marca poderia passar aos pequenos, que você tenha gabarito para falar sobre. Exemplos: um banco pode ensinar finanças, um plano de saúde pode ensinar primeiros-socorros, uma empresa de tecnologia pode falar sobre reciclagem, uma marca de cosmética pode ensinar sobre a beleza interior. Veja que a oportunidade não é apenas para os setores óbvios da indústria infantil, mas também para as marcas que miram nos consumidores do futuro.

Para uma sociedade mais saudável em todos os âmbitos, o consumo precisa estar sob controle e a consciência sobre isso é formada desde cedo. Contribua com o futuro, seja presente na vida das crianças e conquiste a confiança dos seus pais. Você será lembrado e construirá uma relação fiel e sólida desde bem cedo.

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